Divisão do gênero Distenia Lepeletier & amp; Audinet-Serville, notas sobre a venação alar em Disteniini, Homonímias, Sinonímia e Redescrições (Coleoptera, Cerambycidae, Disteniinae)
Author
Santos-Silva, Antonio
. Museu de Zoologia, Universidade de São Paulo, Caixa Postal 42.494, 04218 - 970, São Paulo, SP, Brasil. E-mail: toncriss @ uol. com. br
Author
Hovore, Frank T.
. Falecido em 22.09.200
text
Papéis Avulsos de Zoologia
2007
2007-12-31
47
1
1
29
https://doi.org/10.1590/S0031-10492007000100001
journal article
10.1590/S0031-10492007000100001
1807-0205
13227295
Disteniazteca
gen. nov.
Etimologia. Combinação de
Distenia
com Azteca, alusivo ao povo que habitava a região onde o gênero ocorre.
Espécie‑tipo.
Distenia pilati
Chevrolat, 1857
.
Corpo esguio. Cabeça (
Fig. 38
) nitidamente menor que o protórax, transversal, estreitada ou fracamente estreitada atrás dos olhos, mais curta ou subigual ao comprimento do protórax. Olhos (
Fig. 38
) relativamente pequenos, grossamente facetados. Antenas mais longas do que o corpo (principalmente nos machos); antenômeros uniformemente afilados para o ápice; antenômero III mais longo do que o escapo. Palpos maxilares (
Figs. 75, 76
) com aproximadamente o triplo do comprimento do estipe; segundo artículo subigual ou apenas mais longo do que o terceiro; quarto artículo fusiforme nos machos e fêmeas (largura do ápice igual a, no máximo,
2
/
5
do comprimento do artículo). Base da gálea (
Fig. 19
) longa e estreita (metade apical não ou fracamente dobrada ventralmente). Lacínia não reduzida, armada de uma franja homogênea de pêlos e cerdas curtas; face externa com lobo pouco saliente. Pronoto relativamente estrangulado na base e ápice, não pontuado, com estrias curtas irregularmente dispostas sobre as calosidades; calosidades brilhantes e marcadas; área entre as calosidades opaca. Comprimento dos élitros igual a 2,5 vezes o comprimento do conjunto cabeça mais protórax; pontuação elitral grossa e profunda na região circum‑escutelar; pubescência esbranquiçada e densa nas regiões laterais, mais irregular em direção à sutura; ângulo apical externo arredondado ou com espinho, ângulo sutural com espinho saliente. Segunda célula cubito‑anal das asas membranosas (
Fig. 5, 8
) ausente, mas com a região em que a “CuA” encontra a “AA”, fortemente alargada e pigmentada. Último urosternito dos machos mais longo ou subigual ao anterior, fracamente estreitado para o ápice; ápice truncado ou fracamente arredondado; nas fêmeas, pouco mais longo. Pernas longas. Meso‑ e metafêmures (
Fig. 83
) subcilíndricos; ápice com lobo arredondado na face interna e externa. Metatarsos longos (
Fig. 28
); primeiro tarsômero tão longo quanto os tarsômeros II‑III reunidos.
Espécies incluídas:
Disteniazteca pilati
(Chevrolat, 1857)
comb. nov.
(
Fig. 89
) e
D. fimbriata
(
Lacordaire, 1869
)
comb. nov.
(
Fig. 88
).
Discussão.
Disteniazteca
difere dos demais gêneros americanos de
Disteniinae
, principalmente, pelo conjunto de caracteres: cabeça proporcionalmente pequena em relação ao corpo; base da gálea longa e estreita; antenas bem mais longas do que o corpo; antenômero III mais longo do que o escapo. Diferencia‑se de
Phelocalocera
Blanchard, 1845
, pela presença de espinho no ápice sutural dos élitros (inerme em
Phelocalocera
).