REVISÃO DO GÊNERO “ LEPTOCYSTA ” STAL (Hemiptera, Tingidae) Author Monte, Oscar text Revista Brasileira de Biologia 1946 1946-11-30 6 3 325 331 journal article http://doi.org/10.5281/zenodo.3417134 cec7be2f-355f-40ae-ab3b-85961ed769da 3417134 Leptocysta tertia n sp. ( Figs. 5-6 ) Cabeça escura com cinco espinhos curtos e amarelados, todos mais ou menos do mesmo tamanho e dirigidos para frente. Búcula alta e castanha. Rostro castanho claro . Abertura rostral muito estreita, alta e formada de largas aréolas. Antenas castanhas, o último segmento com a metade apical, escura; o primeiro segmento o dobro do segundo, o terceiro um pouco mais de duas vezes e meia o comprimento do quarto. Leptocysta tertia n. sp. — Fig. 5: Desenho total; fig. 6: perfil. Pronoto pouco elevado, castanho, ligeiramente pontuado, trazendo pêlos dourados. Paranotos largos, altos, dirigidos para cima, sinuosos, quase totalmente manchados de escuro, com espinhos fortes e aguclos em todas as margens. Vesícula grande, curvada, manchada de escuro, e se alongando muito além da cabeça . Carena mediana tão alta quanto a vesícula, porém curta e manchada de preto na parte posterior, e uma leve mancha da mesma cor na parte anterior; carenas laterais distintas, uniareoladas e não paralelas. Élitros largos, estreitados na frente e atrás, e nesta parte levemente levantado, as margens com uma série de espinhos em todo o seu contorno. Área costal bi, tri e quadrisseriada , com duas largas manchas escuras , uma na metade anterior e a outra na parte apical; subcostal bisseriada; discoidal excavada, escura, manchada de aréolas esbranquiçadas. Comprimento 3.47 mm .; largura 2.26 mm . Holótipo ( macho ), de Puerto Tirol , Argentina , colhido pelo Dr. Pedro Denier , em 10 de abril de 1936 . Planta hospedeira — Desconhecida. Tipo Col. Monte, de Puerto Tirol, Argentina . E esta a terceira espécie do gênero, distinguindo-se de. sexnebulosa , pelo formato dos élitros arredondados, mais estreitados e pela presença de espinhos em todo seu contorno; pela carena mediana e vesícula, mais curtas; pelos paranotos mais estreitados na base. De novatis pela presença de espinhos nos élitros e nos paranotos, pelo formato dos paranotos e élitros, e pela disposição da vesícula e da carena mediana.